Verdade Rasgada
Escreve, Borboleta, escreve… Palavras cruas, desnuda a alma, escreve Borboleta, não pensa, deixa fluir, vai soltando… Sobre o que? Sobre tudo, sobre o mundo, o que é o mundo… Pequeno mundo delicado e cruel… Escreve Borboleta… Escreve pra você olhar através da barreira, escreve a alma, escreve com alma, escreve com calma… Escreve… Traga.
A fumaça entra e sai e as teclas convidam a um amargo som, com ritmo se faz musica, sem ritmo a insegurança… Escreve… Depois corrige, bate nas teclas com fúria e não consegue colocar pra fora a ira … O desrespeito, a magoa, o desapontamento. Escreve, está com medo… Sim esta, batuca os dedos no teclado mas não abre o jogo.. Coloca em palavras o pensamento, trás pro mundo.
O que? Meu deus o que eu tenho que trazer ao mundo, o que meu deus, o que?
Sou um ser maluco com mania de grandeza um Hitler às avessas, mas não o Hitler, apenas um entre tantos malucos que cismam ser uma coisa… Será? Ou sou alguém que veio aqui fazer o que?
Meu deus, fazer o que?
Será que se eu conhecer meu sagrado eu precisarei de todas as ferramentas dia após dia, sem nunca avançar?
Silenciosa agonia? Silenciosa dor… Será que meu ego ate aqui manda, não falo o que não quero que seja publicado?
Dor silenciosa dor… Lamento preso, garganta contraída, incerteza e desanimo…o meu desanimo não é em duvida de quem sou e sim por que sempre amo quem não me vê.
E talvez eu não esteja sendo justa, mas tenho a tendência de justificar sempre o outro.
Será que estou sendo cruel, ou só me interesso por pessoas que vão me detonar? Talvez seja mesmo esse o padrão, nunca ser digna de admiração daqueles a quem amo… A antiga admiração vai se perdendo… Tudo o que eu falo se perde na arrogância alheia… Dói, e dói o orgulho ferido, dói a injustiça. Dói pensar que nada do que eu fiz é valorizado, é como se jogasse a minha alma fora e colocasse uma inútil no lugar… Eu só vivi magia na vida… Eu só busquei o encontro com o algo mais… Eu batalhei a guerra dos desconhecidos, a dor do desconhecimento, paga da ignorância.
Mas to viva. Sobrevivi a mim mesma, sobrevivi a todas dores auto impostas, toda crueldade que sou capaz de alcançar, 9 espadas enfiadas em mim…
E onde foram parar as certezas, como argumentar o impensável?
Como explicar o simples?
Como falar da importância de sentir, de estar presente, no hoje.
Destruo-me nos tempos, me perco no futuro, me aprisiono no passado, e tudo isso por quê?

Eu vou escrever um email para não publicar aqui meus comentários sobre o texto, tá?
Eu hoje procurei a palavra KARMA na internet. Existem textos legais em português (até o da wikipedia mesmo é legal) que são muito maneiros…
beijos
Tá… Agora você me deixou preocupado…
Achei tudo aqui muito interessante….desejo sempre o melhor pra vc!!!
“Eu devia voltar á busca da simplicidade…
A palavra certa na hora certa…
Eu quero meu destino de volta, eu quero sucesso no meu Caminho e mais quero saber que Caminho é esse.
Hoje estou pronta pra descobrir o que vim fazer e pronta pra abandonar o resto. Cansei do ego, mas quero a certeza, não mais a direção. Pra que eu possa colaborar com o universo… Se eu parar de bancar a dona de tudo e ficar vivendo a maneira que eu cansei de ensinar os outros a viver, eu posso aprender e ensinar. Agora eu quero falar da alegria e do sucesso com as pessoas; experiência da dor eu já tive. Já sei como falar da dor e me juntar à dor alheia, já sei criar o distanciamento necessário pra ser honesta… Mas como posso aconselhar as pessoas a se realizarem se eu própria ainda não sou realizada?”
“O medo de dar um chute maior ainda para o alto. Eu chuto a realidade, mas não chuto minhas convicções. Aliás minhas não, é o modo contínuo do agradar sempre… Deixar o outro feliz, mas eu nem sei qual é minha felicidade.”
“A imperatriz tão desconectada da sacerdotisa não mais acredita na força de sua realeza, esqueceu-se do seu mundo seu cargo e seu trono, vestiu a mascara de mendiga…
E não é que um deus pode ser mesmo um mendigo. Ai está. Fato!”
Lindos pensamentos, por mais tristes e solitarios que me soou… mas ta ai uma verdade da qual muitas pessoas passam, transcritas de uma bela e acalentadora forma…